O futuro como emergência de fabulação

Falar sobre o futuro é falar sobre o que não se sabe.
Falar sobre o que se espera? Deseja? Projeta? Pensar no que vem depois do agora pode ser um simples exercício de traçar rotas para atingir objetivos. Pode. Mas.

Futuro que criança vê é emergência para a fabulação.
Falar sobre o futuro é falar sobre o que não se sabe. É falar sobre possibilidades.
Falar sobre o futuro é falar sobre o que não se sabe. E, se eu não sei, eu invento.

Vai ser quando os robôs dominarem a Terra, e os humanos nem vão mandar em mais nada. Não, quando os ET’s invadirem o planeta. Vai vir um meteoro. Já seremos fantasmas. Ou múmias. É, múmias. E se tiverem zumbis? Não, já estaremos vivendo em um universo paralelo. Eu acho que a gente vai morrer e vai para um céu cheio de tecidos pendurados. Uma cidade branca, com tecidos coloridos. Daqui cinco, cinco bilhões de anos.

E olha que eu só estava reclamando dos tapumes na orla da Usina do Gasômetro.
Fecharam nosso pôr do sol.
Eu só queria que não demorasse muito para abrirem de volta. Mas vai demorar. Eu sei que vai. Será que vai demorar demais?

 

Deixe uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *